26 de fevereiro de 2017

CAMPANHA DA FRATERNIDADE


     A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se muito especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.

    Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

    Os temas escolhidos são sempre relacionados a realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la.


    Hoje o  percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.



Como começou a Campanha da Fraternidade


      Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira (Entidade de atuação social), idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. 
    A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. 
       No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

        Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. 
   O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.
      O gesto concreto se expressa na coleta da solidariedade que é realizada no domingo de Ramos em todas as comunidades cristãs católicas.

     60% dos recursos devem ser destinados a projetos sociais diocesanos.
   E os outros 40% restantes são revertidos para o fortalecimento da solidariedade entre as diferentes regiões do país.

Relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma


    A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
       Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
(Fonte: Google)
"De Todas as Crianças e adolescentes do Mundo, sempre Amigo!"

22 de fevereiro de 2017

DINÂMICAS BÍBLICAS

IAMG

        A dinâmica de grupo faz parte da psicologia social e estar relacionada com a força e  as ações do grupo. Qualquer individuo se comporta de forma diferente quando estar em grupo e, um determinado grupo varia seu comportamento de acordo com o contexto que lhe é apresentado.

  Os exercícios de dinâmicas de grupo são muitas vezes usados para melhorar o entrosamento entre participantes e também a introdução do tema a ser apresentado.


FRASES EM QUEBRA CABEÇAS


Objetivo: Debate bíblico

1- Frases bíblicas ou relacionadas a Bíblia.

Desenvolver:
1-  Escrever as frases em faixas e transforma-las em um pequeno quebra-cabeça.
2- Dar a cada grupo um envelope com quebra cabeça.
3- Fazer o grupo montar a frase, discuti-la e apresenta-la a todos os participantes.

SEGUNDA OPÇÃO:

1- Usar uma única frase escrevendo-a várias vezes, depois recorte-a em pedaços que devem ser misturados e colocados em vários envelopes.
2- Cada grupo tenta montar o quebra- cabeça, mas vai encontrar dificuldades. A solução aparece quando o grupo percebe que a parte de sua frase está com o outro grupo.

Obs: A discussão precisa estar voltada ao que diz a frase e as dificuldades encontradas na montagem.

DOMINÓ BÍBLICO



Material: Bíblia

Objetivo:  Debate e conhecimento bíblico.

Desenvolver:
       Distribua uma ou duas palavras por pessoa para que cada uma possa formar uma frase relacionado-a a Bíblia.
            As frases serão escritas em um quadro ou folha de papel.
         Depois convidar o grupo a formar um dominó com as mesmas de forma que uma palavra precisa estar relacionada a outra e dizer o porquê.

Moral:   " Todos precisam estar em sitônia para continuar a historia e assim construir a felicidade".


FIGURA DOS SÍMBOLOS


Desenvolver:
    Distribuir figuras ou desenhos e através deles cada participante responderá o que seu símbolo tem haver com a Bíblia e porque.

Objetivo: Debate bíblico

Moral:  "Todos precisam estar em sitônia para continuar a historia e assim construir a felicidade."


CAÇA OBJETOS


Material: Bíblia, chave bíblica, apito, papel para anotar pontos.
Objetivo: Atenção, descontração e trabalho em grupo.
Desenvolver:
1- Selecione objetos fáceis de encontrar e usando uma chave bíblica, escolha um versículo onde aquele objeto aparece, ex;

Gn 11,3: (tijolo)          Jz 19,5 (pão)         Lc 14,34 (sal),         Pv 6,6 (formiga)       Mt 16,19 (chave)    Jo 6,6 (ovo)           Tm 6,10 (dinheiro)      Gn 14,23 (sandália)         At 1,5 (água)      Et 8 ,2 (anel)        Mt 3,4 (cinto)         Gn 1,1 (terra)             Hb 12, 15 (raiz)               Nm 2,3 (fogo),    etc...

     2- Divida o grupo em equipes, fazendo uma fila com cada equipe.
    Apenas o primeiro da fila irá procurar o objeto e segue-se dessa forma até que todos tenham a chance de participar.
  3- Ler-se o versículo dando enfase a palavra/objeto a ser procurado.

  Obs: Ganha pontos o time de quem retornar primeiro com o objeto a ser procurado.
Usa-se um apito para encerrar o tempo e avisar que o objeto já foi encontrado

BATATA QUENTE

Objetivo: Conhecimento.

Desenvolver:
    Usa-se um objeto qualquer simbolizando uma batata que deverá estar quente ( bola, estojo...)
    Faz-se um circulo e vai passando o objeto enquanto canta-se uma musica até parar de repente.
   Faz-se uma pergunta relacionada a Bíblia para quem ficou com a batata na mão.


ESCONDE-ESCONDE


Objetivo: trabalho em equipe.
Desenvolver:
      Escreva versículos, recorte as palavras, divida o grupo em duas turmas.
       Um grupo esconde as palavras para o outro grupo encontrar e formar as frases.

SEU MESTRE MANDOU...


Objetivo: Conhecimento.
Desenvolver:
Alguém fica encarregado de dar as ordens e os demais obedecem, aquele que não obedecer paga uma prenda.
A ordem inicia-se sempre com a frase; Seu mestre mandou ...

COLHENDO SEMENTES


Objetivo: Conhecimento e trabalho em equipe.
   Desenvolver:
1-Ler-se um versículo bíblico que possua a palavra semente.
  2- Forma-se equipes e de acordo com o tempo as equipes  precisam encontrar na Bíblia versículos que possuam a mesma referencia da frase.
   
Ganha quem encontrar mais versículos.

Obs: Os versículos tem que ser anotados e lidos completamente para que todos possam participar.


ABC


Dinâmica com IAMG

Objetivo:
 Conhecimento.
Desenvolver:
Forma-se grupos e um dos grupos inicia a brincadeira dizendo um versículo que comece coma letra A.
 O outro diz logo a seguir um versículo que comece com aletra B e assim por diante.
 O grupo não disser o versículo perde um componente da equipe.
 Ganha quem ficar com mais componentes no grupo.

  A brincadeira também pode ser feita individualmente assim poderá somar pontos e quando a pessoa não disser  o versículo paga uma prenda.
    Ganha quem somar mais pontos.

VIVER A PALAVRA DE DEUS.


Material: Uma tigela ou copo com água, um giz, uma pedra e uma esponja.

Objetivo: Os participantes perceberem a importância de viver e transmitir a palavra de Deus aos outros.

Desenvolvimento: Com a tigela de água em local visível vá mergulhando um a um dos objetos e promovendo debate sobre a reação de cada objeto na água. ao final compara-se coma forma das pessoas vivenciarem a palavra de Deus.

Também pode-se tomar um texto bíblico que fale de acordo com a realidade a ser debatida.

Sugestões:

1- Água: fonte que restaura, purifica e que gera vida.
Simboliza aqui a palavra e o agir de deus na sua vida.

2- Giz: feito de cal e absorve para sí toda água.
Simboliza aqui pessoas que recebem a palavra de Deus mas ficam só para sí, deixando de anunciá-la e testemunha-la.

3- Pedra: material rustico que não deixa nada penetrar dentro de sí.
Pessoas que se fecham e não deixam que a palavra de Deus as transforme e molde suas vidas como vaso na mão do oleiro.

4- Esponja: absorve uma certa quantidade de água e quando a apertam ela solta o que tem dentro de sí.
Simboliza a pessoa que absorve, escuta a palavra e deixa que transforme e modifique sua vida se tornando também testemunha fiel do Reino de Deus.

"De Todas as Crianças e Adolescentes do mundo, Sempre Amigos!"

17 de fevereiro de 2017

MUSSUREPE - PE - Comunidade de SÃO GONÇALO DE AMARANTE

              A cidade de Paudalho é bem marcada pela história, suas terras começaram a ser exploradas no final do séc. XVI.  A região cresceu sob o impulso do cultivo da cana- de- açúcar e diversos engenhos estabeleceram-se na região.
Mussurepe - Paudalho -PE

           O primeiro registro é do Engenho Mussurepe, instalado por volta de 1630. Situado a margem esquerda do rio Capibaribe com extensas terras e matas foi levantado por João Lourenço Franco, proprietário, morador / rendeiro. 
      Depois o Engenho passou a pertencer a Manuel Gonçalves de Souza casado com Izabel Dias Videira que, depois de viúva, vendeu 5 mil braças de terras ao Mosteiro de são Bento  de Olinda em 1695, e sob a invocação de São Gonçalo  os Beneditinos mantiveram a posse até 1908. 
Mosteiro de São Bento-Olinda

     A existência do engenho é confirmada através do livro do tombo do referido mosteiro, publicado em comemoração ao duplo tricentenário das batalhas dos montes Guararapes.

   Depois  Antonio Luiz da Silva arrendou as terras e passou a ser o novo proprietário, supõe-se que até então os proprietários e moradores tenham usufruíam da agricultura e criação de animais.

   Em seguida o engenho passou a ser propriedade de Herculano Bandeira de Mello (coronel) casado com Ana Joaquina Cavalcante de Mello, pais do politico pernambucano Herculano Bandeira de Mello.

Usina Mussurepe - 1958
        A Usina de cana de açúcar foi fundada em 1911 por Herculano Bandeira de Mello ( pai ). Após a
morte do fundador, a usina passou a pertencer aos filhos Raul Bandeira de Mello e Herculano Bandeira de Mello Filho ( político).
  
       Em 1929, sob a direção de Raul Bandeira , a usina possuía 3 propriedades agrícolas; Itaboraí, Condado e Macacos, com capacidade total de produção  de mais de 12,000 toneladas de cana e outros mais 18 fornecedores com capacidade para 70.000 toneladas. Tinha uma ferrovia própria de 40 km, 2 locomotivas e 60 vagões para o transporte de cana, açúcar, álcool e combustível e também usava carros-de-boi e caminhões. Possuía uma vila operária com 60 casas, 2 escolas, uma diurna e outra noturna.
Raul Bandeira de Mello
Herculano Bandeira de Mello
 (politico)

Pe. Antônio Melo
            Por causa das dificuldades financeiras a usina foi vendida à Cooperativa Agrícola Tiriri, sendo administrada por um período pelo Padre Antônio Melo Costa ( Pe. Melo), um dos principais idealizadores e fundadores da cooperativa. A crise continuou e o padre foi afastado do comando e um grupo liderado por Clóvis Monteiro assumiu a administração. No entanto a Usina não prosperou tendo que parar suas produtividades.

     Segundo Genésio Ribeiro da Silva, ex-escriturário da usina, Mussurepe fechou devido a má administração. A última moagem foi no dia 21 de Dezembro de 1993, parte da usina foi comprada por um pessoal de Araraquara e, outra parte foi para o Ceará e está na fabrica de aguardente Ypioca. 

      
        A Estação de Mussurepe, a qual atendia a usina açucareira, hoje se encontra também desativada servindo apenas como ponto de parada para os moradores que ainda residem no local.
Antiga Estação de Mussurepe

Bica de Mussurepe
       Bica de Mussurepe é um ponto de lazer para alguns frequentantes, o entorno da bica é formado por vegetação rasteira, arbustiva. Os afloramentos rochosos existentes permitem a formação de pequenas piscinas naturais.

    Apesar da bica não ser natural é resultante do sangradouro da barragem do Riacho Itaboraí e possui uma altura aproximada de 2,5m.


(Fonte: digitalizacao.fundaj.gov.br,atrativope.blogspot.com.br,/
estacoesferroviarias.com.br,/ padreantoniomelo.blogspot.com.br. 
basilio.fundaj.gov.br,/reporterbrasil.org.br.)


SÃO GONÇALO DE AMARANTE

         Quando o Mosteiro de São Bento de Olinda comprou parte das terras do Engenho Mussurepe em 1695,  os Beneditinos mantiveram a posse durante 213 anos sob a invocação de São Gonçalo.
         Gonçalo Amarante nasceu no final do sec, XII, no ano de 1200,em Portugal. De família nobre concluiu seus estudos sob os cuidados dos monges beneditinos, foi ordenado sacerdote e tornou-se pároco da Abadia de São Paio de Riba-Vizela (Portugal), onde exerceu intensamente o ministério durante alguns anos de forma incansável. Até que decidiu visitar, como peregrino, Santiago de Compostela, Roma e a Terra Santa, confiando a paroquia ao seu sobrinho voltando a mesma 14 anos depois.
          Ao voltar ficou desolado com o estado de sua paroquia, mal dirigida por seu sobrinho que, além de tudo o maltratou e o escorraçou conseguindo também, mediante documentos falsos, provar ao então Bispo que o verdadeiro Gonçalo falecera.
    Gonçalo tornou-se um ermitão e construiu uma capela  dedicada a Nossa Senhora, num lugar ermo, junto ao rio Tâmega, local onde hoje se encontra a cidade de Amarante. Durante o tempo que lá permaneceu ele continuou exercendo suas funções sacerdotais junto a população da redondeza.
          Desejando aperfeiçoar-se cada vez mais nas virtudes cristãs suplicou a Virgem Maria que lhe mostrasse o caminho da perfeição, até que Nossa Senhora lhe apareceu e o aconselhou a tomar o habito de São Domingos. Seguindo as orientações da Virgem Gonçalo fez o noviciado e após solene profissão pediu para voltar ao eremitério de Amarante, onde com a ajuda de um companheiro dominicano prosseguiu sua vida evangélica e criativa.

    O Rio Tâmega era muito perigoso, principalmente no inverno, e dificultava a vida dos moradores e paroquianos. Então, Frei Gonçalo resolveu edificar uma ponte, conforme o local  indicado por um Anjo. Essa obra foi considerada na época algo impossível, mas com a ajuda dos habitantes local e da vizinhança Frei Gonçalo arrecadou o suficiente sendo o arquiteto da obra, na qual empregou o melhor de seus esforços.

         Segundo a tradição Frei Gonçalo era muito alegre, tocava viola e sua alegria era contagiante. Promovia festas familiares com danças e modas de viola, vestia-se com as roupas dos camponeses e operários da época.
        Através de seus bailes impediu que muitas jovens se prostituíssem para sobreviver  e assim todas conseguiam bons casamentos.
       Conta-se que ele para reabilitar as prostitutas, vestia-se de mulher e dançava e cantava com elas durante toda noite. Ele entendia que as mulheres que participasse dessas danças aos sábados não cairiam na tentação no domingo, assim com o tempo, se converteriam e se casariam.
          Porém em seus sapatos ele colocava pregos como penitencia, daí o surgimento da dança de São Gonçalo, ninguém sabia o porque dele dançar todo torto. Ele também tem uma grande fama de casamenteiro, de acordo com a lenda, a mulher que tocar no tumulo de São Gonçalo de Amarante que está enterrado em Portugal, terá um casamento garantido e feliz por isso ele é invocado como padroeiro das mulheres que desejam um bom casamento..
       Ele morreu a 10 de janeiro de 1259 no seu humilde leito de palha e foi beatificado pelo Papa Julio III em 1561 sendo canonizado por Clemente XI.
Mesmo não sendo oficialmente canonizado pela Igreja Católica, ele é tido como santo pelo povo e venerado como tal.
      Na realidade, é considerado beato pela Igreja e a forma correta de denominar é Beato Gonçalo de Amarante. 


      Em 1540, João III, rei de Portugal, determinou erguer o grandioso templo e convento no local onde era a primitiva ermida,   é o monumento histórico da cidade de Amarante que existe até hoje.

         No Brasil ele é considerado padroeiro da cidade carioca de São Gonçalo de Amarante e de outras no Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso, Piauí e de outros Estados brasileiros.


       São Gonçalo também é considerado o Santo protetor dos ossos, dos violeiros, remédios e contra as enchentes. Em Portugal seu dia é celebrado em 7 de Junho, no Brasil,  em 10 de Janeiro.



    DANÇA DE SÃO GONÇALO


         A Dança de São Gonçalo tem origem portuguesa desde o séc. XIII, chegou ao Brasil no inicio do séc. XVIII e, atualmente pode ser encontrada em vários estados do País de acordo com as características próprias da região. Antigamente era realizada no interior das Igrejas de São Gonçalo, no Brasil o primeiro registro dessa festa foi feito em 1718 na Bahia.
           Hoje a dança é organizada pelo pagador de promessa a São Gonçalo. O promesseiro organiza a função, administrando todo o processo necessário para a realização do rito que desenvolve-se diante de um altar com a imagem do Santo e outros de devoção do promesseiro.

        Os dançarinos se organizam em duas fileiras, uma para os homens, outra para as mulheres, voltadas para o altar.Cada fileira é encabeçado por violeiros, mestre e contramestres que dirigem o ritual.
     A dança é divididas em partes chamadas "volta", e varia entre 5 a 21 "volta", sempre números impares. Entre cada "volta" há interrupção e todos aproveitam para se servir de iguarias oferecidas pelo promesseiro.



        As "voltas" são desenvolvidas com os violeiros cantando, as duas vozes. louvam a São Gonçalo, enquanto os dançarinos sapateiam nas fileiras num ritmo acentuado, dirigem-se em dupla até o altar, beijam o santo, fazem a genuflexão e saem sem dar as costas para o altar ocupando os últimos lugares nas suas fileiras.
 
         Cada "volta" pode durar 40 minutos ou mais dependendo do números de dançarinos. Na ultima " volta", forma-se uma roda onde o promesseiro a dança carregando a imagem do santo, retirada do altar.
      Se houver mais de um pagador de promessa e mais de uma imagem, todos carregam simultaneamente as imagens. Se houver apenas uma imagem para vários promesseiros o santo vai passando de mão em mão. Enquanto isso os dançarinos agitam lenços brancos.
      No Paraná as "volta" são chamadas de " despontam", "marca-passo", "parafuso", "confissão", "casamento".


    Em Minas Gerais a dança é desenvolvida por pares de moças vestidas de branco, levando um grande arco franjado com uma coreografia constando de evoluções com os arcos. O movimento das rodas é ordenado pelo "marcante", unica figura masculina presente, e acompanhada pela musica de viola, sanfona e caixa.    Após a missa matinal as moças saem pelas ruas em cortejo, cantando loas ao santo casamenteiro. a dança se estende pela noite em frente as Igrejas ornamentadas pelos arcos de flores e iluminadas por velas.

       Em Alagoas, a dança incorpora elementos litúrgicos, as moças também usam branco e forma duas colunas ao som dos tocadores.
       Em Pernambuco as moças vestem saias azuis e blusas brancas, já na Bahia a indumentária é livre.
       Em Sergipe a dança foi usada para atrair os fiéis à Igreja e é executada em  9 rodas, divididas em 13 partes com coregrafias diferenciadas.
    No povoado de Mussuca no município de Laranjeiras, em Sergipe, a dança é executada só por homens a única mulher presente tem o papel de carregar o santo.
   A dança, no seu desenrolar, é demorada e há sempre o máximo de respeito. No lugar onde está sendo realizada, não se fuma, não bebe nenhuma bebida alcoólica, não se oferece dinheiro ou mantimentos ao santo nem se faz qualquer outra oferta. Paga-se a promessa apenas com a dança enfeitando o altar ou amarrando fitas ao santo.
       O violeiro também é considerado marinheiro pela gente da beira-mar e, ai daquele que zombar da dança.
(Fonte: Google)
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